O jornal Extra publicou, em 14 de setembro, uma entrevista com quatro candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro sobre propostas voltadas aos servidores públicos estaduais.
A reportagem ouviu Eduardo Paes (PSD), Douglas Ruas (PL), Anthony Garotinho (Republicanos) e William Siri (PSOL) sobre temas como reajuste e recomposição salarial, concursos públicos e diálogo com as categorias.
O FOSPERJ – Fórum Permanente dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro reproduz abaixo as perguntas e respostas apresentadas pelo Extra, para que os servidores possam conhecer, de forma direta, o que os candidatos afirmaram durante a entrevista.
O objetivo é contribuir para o acesso à informação neste período eleitoral, especialmente sobre temas que impactam diretamente o funcionalismo público estadual.
Confira as respostas:
O que os servidores públicos estaduais podem esperar caso seja eleito? Que mudanças pretende implementar ao longo de quatro anos?
Eduardo Paes:
Quem fala é o prefeito de quatro mandatos da cidade do Rio de Janeiro, que todos os anos deu reajuste. Que respeitou, e não tirou, todos os direitos dos servidores. Que estabeleceu acordo de resultado e metas com todos, e que bonificou aqueles que cumpriram. Eu quero fazer exatamente o mesmo no Estado. Quero dizer para os professores que eles vão receber um salário mais digno: vamos respeitar o piso nacional.
Douglas Ruas:
A ideia é ter recomposição todo ano. Buscaremos fazer correções de injustiças, com transparência e responsabilidade fiscal. Para PMs, vou alterar o que define quem recebe a gratificação e vamos ter o Complemento de Simetria Remuneratória Militar (para quem aposentou sem a Gratificação de Risco de Atividade Militar). Na Educação, teremos uma gratificação focada no aprendizado. Vou orientar a PGE-RJ a atuar junto ao STF no Caso Master para garantir a reposição do ativo do Rioprevidência.
Anthony Garotinho:
Vamos ter data-base em 1º de maio. Vamos rever as perdas anteriores, parcelando. De forma específica, aos professores, pretendemos pagar o piso nacional, em vez de dar a complementação. Aos militares da reserva, vamos estender a Gram (Gratificação de Risco de Atividade Militar). Vamos criar o cashback do servidor, que vai receber 70% do imposto dos produtos que comprar em gêneros alimentícios, remédios e de higiene. Teremos o programa Servidor Ficha Limpa, em que o Rioprevidência comprará a dívida do servidor e refinanciará.
William Siri:
Vamos dar reajustes todos os anos. Também vamos acabar com essa lógica de contratações e comissionados no Estado do Rio de Janeiro. Vamos dar o piso nacional da Educação e reformar os lugares de trabalho, porque acho que todo mundo quer ter boas condições de trabalho. E uma luta minha é a valorização do vale-alimentação. Vamos fazer um estudo a partir das secretarias.
Se eleito, pretende realizar novos concursos públicos?
Eduardo Paes:
Tem áreas que não tem jeito, não é? Vamos colocar todo mundo nos quadros que estão aí da Polícia Civil, da Polícia Militar, professores são permanentemente convocados. Já assumi o compromisso de chamar os excedentes já aprovados nos concursos.
Douglas Ruas:
Com certeza. Fui concurseiro um dia. Na Polícia Militar, temos 44 mil policiais e está, preconizado na Lei [11.041/2025], o efetivo de 60 mil. Vou estabelecer um cronograma de concurso para alcançar o número de policiais previstos. Já me comprometi a convocar imediatamente todos os excedentes já aprovados nos concursos para as forças de Segurança.
Anthony Garotinho:
Vamos chamar os concursados excedentes da Polícia Civil, Militar, do Degase e do Corpo de Bombeiros. Depois, se for necessário, faremos concurso. Nós temos estudo de todas as áreas sobre o quadro efetivo. Mas não dá para recompor tudo de uma vez: primeiro vamos chamar quem já está aprovado. Vamos regularizar e só então vamos recompondo aos poucos.
William Siri:
Vamos ter novos concursos, porque precisamos aumentar o efetivo. Entendemos que para ter um serviço público de qualidade, a gente precisa de concursados bem remunerados e valorizados. Por isso, vamos ter um calendário de concursos para as secretarias que precisam. É um compromisso nosso também convocar esses excedentes aprovados.
O senhor mantém um canal de comunicação com os servidores?
Eduardo Paes:
Isso é uma atividade permanente. Vocês estão falando, novamente, com um prefeito de quatro mandatos, que manteve diálogo com os servidores permanentemente.
Douglas Ruas:
Estamos sempre abertos ao diálogo. Todas as categorias que nos procuram, por meio de seus representantes, nós estamos ouvindo.
Anthony Garotinho:
Recebo os sindicatos, o pessoal do Fosperj (Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro).
William Siri:
Ter um diálogo com os sindicatos, para a gente, é fundamental, para ver até onde a gente consegue ir. Então, vamos fortalecê-los. A partir do ano que vem, vamos ter uma constância de mesa de negociação, ouvindo as categorias. Isso faz fortalecer até mesmo a nossa democracia.
Fonte: entrevista publicada pelo jornal Extra em 14 de setembro de 2026.









