O Fosperj e o Movimento Recomposição Salarial, Já! realizou, nesta última quarta-feira (18/03), uma grande mobilização que reuniu servidores e servidoras públicas de diversas categorias do Estado do Rio de Janeiro. O ato começou no Largo do Machado e seguiu, às 11h, em caminhada até o Palácio Guanabara, consolidando mais um importante momento na luta pela valorização do funcionalismo.
Estiveram presentes servidores da saúde, educação, segurança pública, sistema judiciário, infraestrutura, previdência, fazenda, fiscalização e controle, meio ambiente e cultura, demonstrando a força em prol de um direito que, há anos, está congelado na vida e no bolso de milhares de pessoas.
O cenário é de profunda defasagem salarial. Os servidores estaduais acumularam perdas significativas ao longo dos anos. A Lei nº 9.436/2021, que garantiu a recomposição das perdas inflacionárias entre 2017 e 2021, segue sendo descumprida por Cláudio Castro, que, em breve, pode renunciar ao cargo no Rio de Janeiro para disputar uma cadeira no Senado. Até o momento, apenas uma das três parcelas previstas foi paga, em 2022. Agora, a categoria cobra o pagamento imediato das duas parcelas restantes, além da aplicação do IPCA referente a 2024 e 2025.
Enquanto isso, outros Poderes do Estado já cumpriram integralmente a legislação, evidenciando o tratamento desigual imposto aos servidores do Executivo. O resultado é o empobrecimento crescente da categoria, o aumento do endividamento e o desmonte silencioso do serviço público.
Mesmo diante da mobilização expressiva, não houve qualquer tentativa de negociação por parte do Governo do Estado no Palácio Guanabara. A ausência de diálogo escancara o descompromisso com os servidores que sustentam, diariamente, os serviços essenciais prestados à população.
As lideranças do Fórum e do Movimento reafirmam que, independentemente do cenário político no estado, a mobilização segue e a pressão vai continuar. A pauta da recomposição salarial permanece nas ruas até que o governo cumpra sua obrigação com os servidores ativos, inativos, veteranos e pensionistas.
Além dos servidores, lideranças sindicais e representantes, o ato também contou com o apoio de parlamentares das esferas municipal e estadual.














