Não é reajuste, é RECOMPOSIÇÃO… é um DIREITO dos servidores!

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FOSPERJ repudia editorial do jornal O Globo, que atribui aos servidores a responsabilidade pela dificuldade financeira do estado.

Muitas coisas são incompatíveis com a realidade dos estados brasileiros, haja vista, o estado do Rio de Janeiro, sobremaneira no que se refere aos longos anos, nos quais alguns órgãos públicos não garantem o valor da remuneração, recompondo a perda da inflação nos salários dos seus servidores.

É notório para qualquer observador atento, a dinâmica jurídico-legal iniciada a partir da década de 1990, que procura dar suporte a uma série de ações de desvalorização do serviço público, muitas vezes cedendo à iniciativa privada serviços estratégicos, normalmente a valores bem superiores aos executados pelos concursados dos órgãos públicos. A intenção é substituir os concursados pelos terceirizados e nomeados políticos que atendem aos interesses daqueles que só tem interesses na manutenção de suas vidas públicas, nada mais.

Nesse mesmo processo, os servidores são tratados, muitas vezes, como inimigos da sociedade. Contudo, em vários momentos de exposição das falcatruas realizadas por políticos e seus asseclas nas repartições, são os servidores os verdadeiros guardiões dos valores éticos e legais, denunciando os desvios e subtrações dos recursos públicos.

Nos traz um estranhamento, artigos e editoriais como o d’O Globo, que atribuem aos servidores a responsabilidade pela dificuldade financeira do estado, sem considerar os bilhões de reais subtraídos ao longo de décadas e tendo os seus últimos cinco governadores passando pelo sistema penal e alguns permanecendo. Só há duas razões para textos dessa natureza: ignorância ou interesses outros, o que, nesse caso, não parece ser a primeira a razão, já que temos muitas informações no site do Fosperj e no da Auditoria Cidadã da Dívida, que dão suporte aos argumentos e a uma apuração profissional.

Atribuir aos servidores públicos os problemas financeiros do estado é de uma repugnância e de uma má fé que beira a canalhice e demonstra os reais interesses daqueles que o fazem: ter ganhos políticos e pecuniários nesses momentos de crise. Crises geradas intencionalmente para que as soluções se coadunem aos interesses daqueles que se apresentam como os salvadores. Não nos deixemos enganar, os servidores públicos são a última defesa do interesse público verdadeiro e real, preocupados verdadeiramente com o bem-estar e a justiça social, por meio de suas ações profissionais diárias. Todo resto é apenas mentira e ganância.